Acordei pela 1a. vez as 2 da manhã ( 9 hs do Brasil), fiquei apavorado, o famoso jet-leg, vacilei um pouco e tomei a outra metade do hipnótico que havia tomado no avião. Acertei em cheio, acordei as 7 da manhã, disposto, tomei café e fui ao Congresso assistir a palestra de suicídio, cheguei algo atrasado, mas a voz e o tom do palestrante pareciam ter saido do cemitério.
Assisti uma meia hora, percebi que não aprenderia nada e abandonei, indo para outra apresentação falando de dissociação ( quando a pessoa dá uma desconectada temporária) e stress pós traumático.
Aqui nos EUA se fala muito na PTSD ( Sindrome do Stress Pos Traumático ), parece que a incidencia tem aumentado e se associa este quadro a outras patologias. Nota 5 para apresentadora, nota 4 para minha capacidade de me manter atento e nota 4 para a minha capacidade de entender ingles.
Depois tentei algo diferente que foi a relação de um psiquiatra com a CIA, como arrancar a verdade de espiões, torturas psicológicas, eletrochoque, uma história interessante do envolvimento de um bom psiquiatra a serviço da CIA.
E para finalizar uma palestra sobre tratamento para vicio em Cocaina e maconha, estas sim palestras claras, concisas, objetivas, e a minha capacidade de entender foi melhorando, a sala destas apresentações era enorme e estava totalmente lotada, coincidencia? Para cocaina aprendi boas alternativas, para maconha más ( ou boas?) notícias, a soução é ainda mais problemática do que o uso da canabis.
As 15hs, peguei o meu amigo Mario e seguimos intrépidos para a praia, o bairro de Waikiki, hoteis, resorts a beira mar, encontrei os psiquiatras argentinos, simpáticos, mas argentinos, tomando sol na beira do mar e da piscina de seu hotel, uau, que inveja do hotel deles, enfim.
Estendemos a nossa toalha e mergulhei no mar azul turqueza, numa agua refrecante e aprazivel, a areia é branquinha, a orla da praia é bem pequena, as ondas por aqui não são tão grandes e a calcinha dos biquinis enorme.
Depois fomos a avenida principal de Waikiki e exatamente quando passavamos em frente a uma estátua de bronze de um surfista secular, liguei pra Rosana, minha esposa e contei que estavamos em Waikiki, ela contou que tinha visto waikiki desde uma webcam, num determinado site, e que tinha uma estatua.
De bronze? eu perguntei, e ela confirmou, Abre o site e olha a camera, agora! ela abriu e me viu fazendo gestos e caras pra ela. Eu localizei a camera e fiquei acenando pra ela, uma experiencia transcedental.
Acho que chega por hoje, vou acordar cedo amanhã pra comprar o Ipad 2 e acredite, quero assistir o jogo do Santos, diretamente do Hawaii, até a próxima.
O ano passado prometi e não cumpri, este ano vou pelo menos tentar contar a minha viagem ao 164o. congresso americano de Psiquiatria, as fotos ficarão no twitter @ansiedade e no facebook isaacefraim, aqui no blog escreverei.
Estou no Hawaii,para o APA ( American Psychiatry Association) meeting, sai de São Paulo ontem ( para vcs anteontem) as 21hs, mentira comecei a viagem as 17hs saindo de casa, a Marginal lotada, mais de uma hora pra chegar a Guarulhos, não me deixaram levar o notebook na mala despachada, negociei, pois o note ja estava na mala e consegui o lugar do lado da saída de emergencia ( ganhei uns 30 cms para a perna), 10 hs e viagem até Atlanta, consegui dormir umas 3 hs ( a custa de uma dose leve de um hipnótico), pois tenho a maior dificuldade de dormir em avião. Cheguei as 6hs da manhã ( horário local), esperei até as 11 para mais uma viagem de 9:30 até Honolulu. Dormir, de dia, nem pensar, vi 3 filmes, todos meio ruins, até filme dos estudios Disney, chorei ao ver o cavalo vencendo, mas acho que o cansaço ja estava batendo.
Cheguei a Honolulu as 14:30 local ( 21:30 do Brasil). Descobri que o Hawaii é a Bahia dos EUA, o povo é alegre, simpático, despreocupado, lento, desorganizado e preguiçoso.
Uma hora pra pegar a mala, 40 minutos pra pegar o taxi ( uma bagunça total) e depois que peguei o taxi mais uma hora de transito ( weekend) explicou o taxista vietnamita. Ele até tentou falar, mas eu que ja não sou nenhuma maravilha no ingles não consegui entender uma única palavra, apenas que ele era do Vietnan e que era weekend.
Cheguei ao Hotel, que tem uma cara ótima, 36 andares e bem moderno, dei de cara com 2 médicos brasileiros, um de São José dos Campos e outro de Caxias, foi um alivio, no avião até Honolullu estava cercado ( uns 20) por psicanalistas argentinos, que até tentaram ser simpáticos, mas eram argentinos, se vcs me entendem.
Grudei neles ( nos brasileiros) e como hoje ja passei dos 50 o povo é mais jovem do que eu ( embora não pareça).
Fomos ao Shopping, conversamos e falamos psiquiatres ( bipolaridade, depacote, toc, compulsão, etc). Um deles confessou uma loucura sua, que uma vez viajou do lado da saída de emergencia do avião e teve um impulso, quase irresistivel de abrir a porta em pleno voo. Disse a ele que não precisava se preocupar, pois é bem dificil de abri-la, pelo menos foi o que eu achei quando não resisti ao impulso.
Os 2 cairam na gargalhada, depois expliquei que o avião estava em solo quando tentei ( depois dizem que psiquiatras não são loucos!!!!)
Agora são 10 da noite, , mais de 36 hs depois de minha saída, estou de pijama e espero conseguir dormir, pretendo assistir amanhã uma apresentação sobre suicídio, assunto que sempre me atraiu.